quarta-feira, 9 de março de 2016

Anvisa critica projeto aprovado pela Câmara que libera fosfoetanolamina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nota em que diz ver com preocupação a aprovação, nesta terça (8), na Câmara Federal, do projeto que permite a fabricação, distribuição e o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”. O texto será analisado pelo Senado antes de ir à sanção presidencial.Desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) para o tratamento de tumor maligno, a substância é alardeada como cura para diferentes tipos de câncer, mas não passou por testes em humanos e não tem eficácia comprovada, por isso não é considerada um remédio. Ela não tem registro na Anvisa e seus efeitos nos pacientes ainda são desconhecidos.
A agência critica o projeto porque autoriza o uso da substância como medicamento "sem que esta tenha passado pelos testes que garantam sua segurança e eficácia, como é exigido pela Anvisa e por todas as agências reguladoras do mundo, antes de autorizar o registro de um medicamento e seu consequente uso pela população".

A Anvisa destaca ainda que não há nenhum pedido protocolado para a realização de ensaios clínicos ou solicitação de registro dessa substância. "Por isso, é absolutamente descabido acusar a Anvisa de qualquer demora em processo de autorização para uso da Fosfoetanolamina. O que há, de fato, é que uma substância que é utilizada há tantos anos nunca foi testada de acordo com as metodologias científicas internacionalmente utilizadas, para comprovar sua segurança e eficácia. Da mesma forma, os desenvolvedores dessa substância nunca procuraram estabelecer um processo produtivo em fábrica legalmente estabelecida e certificada para operar com qualidade".

A agência afirma que qualquer medicamento novo desenvolvido no Brasil, ou de uso relevante em saúde pública, recebe tratamento prioritário. "Se os desenvolvedores da fosfoetanolamina, ou qualquer grupo de pesquisa do país, protocolarem solicitação para realizar os estudos clínicos que comprovem sua segurança e eficácia, a Anvisa o analisará com presteza e rapidez".
"Liberar medicamentos que não passaram pelo devido crivo técnico seria colocar em risco a saúde da população e retirar a credibilidade da Anvisa e dos próprios medicamentos fabricados em nosso país", completa a nota da agência de vigilância sanitária.

Projeto
A "pílula do câncer" foi distribuída durante anos pela USP de São Carlos. Desde novembro, a distribuição está suspensa por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atualmente, a substância é estudada pelo Instituto do Câncer de São Paulo, que iniciará testes em seres humanos.

G1

segunda-feira, 7 de março de 2016

'Velho Chico': TV Cabo Branco vai ao RJ cobrir lançamento da novela das 9

 Trama, que estreia no próximo dia 14, terá ao menos dez atores paraibanos
 
  

   O repórter Hildebrando Neto e o cinegrafista Jardel Nunes estão na cidade maravilhosa para cobrir o lançamento de 'Velho Chico', a nova novela das 9 que conta com dez paraibanos no elenco.

 A nova novela das 9, Velho Chico, estreia na telinha da Rede Globo na próxima semana. O evento de lançamento oficial, no entanto, já acontece nesta segunda-feira (7), no Museu do Amanhã, no centro do Rio de Janeiro. A trama - escrita por Edmara Barbosa e Bruno Luperi, sob a supervisão de Benedito Ruy Barbosa - trará no seu elenco ao menos dez paraibanos. Para acompanhar todos os detalhes da festa, uma equipe da TV Cabo Branco desembarcou em solo carioca.


O repórter Hildebrando Neto e o cinegrafista Jardel Nunes iniciaram os trabalhos da cobertura desde cedo. Da área externa do museu, eles comandaram um link ao vivo para o JPB 1ª Edição da afiliada pessoense. As imagens especiais que os telespectadores na Paraíba puderam ver foram transmitidas em tempo real graças à internet.

Por lá, durante o flash, Hildebrando bateu um papo com Lucy Alves, que estará em Velho Chico como Luzia, mulher de Santo, protagonista vivido por Domingos Montagner. A artista ficou conhecida em todo o país após ser finalista da segunda temporada do The Voice Brasil. Esse será o primeiro trabalho dela em telenovelas.

“Fiz um teste, no ano passado, para a série Dois Irmãos. Não funcionou para aquele projeto, mas foi tão legal, que acabei convidada para Velho Chico”, contou. Por se tratar de uma experiência recente, ela destacou que o trabalho tem sido um grande desafio. “Não sou atriz. Minha história é de musicista. Porém, estou aprendendo pra caramba”.
ELENCO
Da equipe de atores e atrizes de Velho Chico, cerca de 70% são artistas nordestinos. Da Paraíba, além de Lucy Alves, a novela contará com outros nove nomes, em suas duas fases: Verônica Cavalcante, como Zilu; Zezita Matos, como Piedade; Marcelia Cartaxo, como Josefa; Lucas Veloso, que viverá um personagem também chamado Lucas; José Dumont, como Zé Peringueiro; Fernando Teixeira, como Coronel Floriano; Dadá Venceslau, como Benedito; Luci Pereira, que será a rezadeira Ceci; e a cantora de coco de roda Vó Mera, que fará uma participação como uma parteira. A trama será marcada por mortes, duelos, confrontos familiares e o despertar de romances, tendo como principal pano de fundo o rio São Francisco.

PROGRAMAÇÃO
O evento de lançamento oficial da novela tem início ainda na tarde desta segunda-feira, com uma programação denominada como Vozes do Velho Chico. No auditório do Museu do Amanhã, vão acontecer palestras de pessoas que têm histórias de vida ligadas ao São Francisco, e ainda um debate sobre questões que envolvem o rio. No intervalo das atividades, vai acontecer um pocket show de Lucy Alves. Já à noite, acontecerá a grande festa, reunindo toda a equipe da novela e convidados especiais.

COBERTURA
A equipe da TV Cabo Branco vai cobrir todos os detalhes e produzir matéria para o JPB 2ª Edição da emissora bem como para o da TV Paraíba. Ainda na noite desta segunda, Hildebrando Neto entrará na programação das afiliadas paraibanas da Rede Globo com flashes ao vivo da festa. A cobertura completa será mostrada nos telejornais desta terça-feira (8).

G1/PB

Condução coercitiva de Lula provoca polêmica nos meios jurídicos

Moro diz que operação não significa antecipação de culpa. Ministro Marco Aurélio Mello, do STF, foi um dos que discordaram da condução coercitiva.

A condução coercitiva do ex-presidente Lula provocou polêmica nos meios jurídicos. Neste sábado (5), o juiz Sergio Moro disse que a operação busca a verdade e não significa antecipação de culpa. Ele também repudiou atos de violência. E afirmou que a democracia reclama tolerância, respeito à lei e instituições.
Moro escreveu: "A pedido do Ministério Público Federal, o juiz autorizou a realização de buscas e apreensões e condução coercitiva do ex-presidente Lula para prestar depoimento. Como consignado na decisão, essas medidas investigatórias visam apenas o esclarecimento da verdade e não significam antecipação de culpa do ex-presidente. Cuidados foram tomados para preservar, durante a diligência, a imagem do ex-presidente”.

Moro acrescenta: “Lamenta-se que as diligências tenham levado a pontuais confrontos em manifestação políticas inflamadas, com agressões a inocentes, exatamente o que se pretendia evitar. O juiz repudia, sem prejuízo da liberdade de expressão e de manifestação política, atos de violência de qualquer natureza, origem e direcionamento, bem como a incitação à prática de violência, ofensas ou ameaças a quem quer que seja, a investigados, a partidos políticos, a instituições constituídas ou a qualquer pessoa. Moro conclui que a democracia em uma sociedade livre reclama tolerância em relação a opiniões divergentes, respeito à lei e às instituições constituídas e compreensão em relação.
A condução coercitiva do ex-presidente Lula provocou polêmica nos meios jurídicos. Neste sábado (5), o juiz Sergio Moro disse que a operação busca a verdade e não significa antecipação de culpa. Ele também repudiou atos de violência. E afirmou que a democracia reclama tolerância, respeito à lei e instituições.
Moro escreveu: "A pedido do Ministério Público Federal, o juiz autorizou a realização de buscas e apreensões e condução coercitiva do ex-presidente Lula para prestar depoimento. Como consignado na decisão, essas medidas investigatórias visam apenas o esclarecimento da verdade e não significam antecipação de culpa do ex-presidente. Cuidados foram tomados para preservar, durante a diligência, a imagem do ex-presidente”.

Moro acrescenta: “Lamenta-se que as diligências tenham levado a pontuais confrontos em manifestação políticas inflamadas, com agressões a inocentes, exatamente o que se pretendia evitar. O juiz repudia, sem prejuízo da liberdade de expressão e de manifestação política, atos de violência de qualquer natureza, origem e direcionamento, bem como a incitação à prática de violência, ofensas ou ameaças a quem quer que seja, a investigados, a partidos políticos, a instituições constituídas ou a qualquer pessoa. Moro conclui que a democracia em uma sociedade livre reclama tolerância em relação a opiniões divergentes, respeito à lei e às instituições constituídas e compreensão em relação ao outro”.

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, foi um dos que discordaram da condução coercitiva. Ele disse que só concebia a medida se houvesse recusa do intimado a comparecer ao depoimento.Neste sábado (5), a força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba divulgou nota sobre a questão. Explicou que nas 24 fases da operação, 117 mandados de condução coercitiva foram cumpridos, sem que houvesse nenhuma polêmica a respeito.
Os procuradores dizem acreditar que os críticos se insurgem não contra a condução coercitiva em si, mas pela condução coercitiva de um ex-presidente da República.
E acrescentam que, apesar do respeito que Lula merece, esse respeito lhe é devido na exata medida do respeito que se deve a qualquer outro cidadão brasileiro. E nada torna um ex-presidente imune a ser investigad0o na Operação Lava Jato.

E concluem dizendo que a própria suprema corte brasileira já reconheceu a regularidade da condução coercitiva em investigações policiais.

www.g1.com.br/jn

Mário de Andrade terá empréstimos de livros 24 horas a partir de junho

Equipamentos de autoatendimento já começaram a ser implantados.Diretor prevê que fluxo de pessoas no local aumente em 30%.

A Biblioteca Mário de Andrade, no Centro de São Paulo, deve implantar até junho o empréstimo de livros 24 horas. As áreas de convivência já estão abertas durante a madrugada desde outubro, mas o acesso ao acervo ainda não está disponível.

Luiz Bagolin, diretor da biblioteca, explicou ao G1 que equipamentos de autoatendimento já começaram a ser implantados. Além de etiquetas especiais no livros, totens para cadastrar as retiradas e receber as devoluções também estão em teste. Cerca de 60 mil títulos estão disponíveis ao público para a retirada.

Para a biblioteca não fechar durante a fase de implantação dos equipamentos, a direção retirou das prateleiras apenas os livros que possuem cópias. “Temos uma parte do acervo que conseguimos manter longe dos usuários, porque os volumes estão duplicados. Estamos trabalhando primeiro com esses livros, para que não haja uma suspensão do serviço e para causar o menor impacto possível no atendimento”, afirmou Bagolin. “O usuário ganhará autonomia à noite. E quem precisar de ajuda para consultas e pesquisas mais refinadas, conta com o trabalhos dos bibliotecários durante o dia”.
Por dia, a Mário de Andrade recebe 1,2 mil pessoas. “Com o horário do atendimento estendido, a previsão é de um aumento de 30% no fluxo de pessoas por dia. Como não temos como ampliar o espaço, a saída é aumentar o horário de atendimento”, disse Bagolin.

Os frequentadores da biblioteca podem utilizar, durante toda a noite, as salas de estudo, o deck e o terraço. As áreas de acervo, que incluem a biblioteca circulante, a sala de artes e a sala de coleção geral, por enquanto, funcionam somente no horário regular. Durante a noite, a Mário de Andrade ainda realiza eventos culturais, como shows e espetáculos teatrais.

“Abrir a biblioteca à noite é uma iniciativa que tem dado muito certo. Mostrou que várias tribos circulam e usufruem desse mesmo espaço, no Centro, a cada evento. É um espaço de encontros e narrativas, em que cada pessoa é um acervo vivo. Compartilhamos livros e os acervos individuais de cada pessoa”

A Biblioteca Mário de Andrade fica na Rua da Consolação, 94, no Centro de São Paulo.

G1

STF divulga acórdão da decisão sobre rito de impeachment

Publicação será na terça, então recursos do caso poderão ser analisados.Entre pontos decididos pelo STF está o fim de chapas avulsas no processo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta segunda-feira (7) o acórdão da decisão do sobre o rito do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso. Com a divulgação nesta segunda, a Justiça considera o acórdão publicado na terça-feira (8), a partir de quando poderão ser analisados recursos no caso.

 O acórdão é o documento que resume a decisão tomada pelo Supremo e permite, oficialmente, a apresentação de recursos que questionem o que foi decidido.

A decisão do STF, tomada em dezembro de 2015, definiu, entre outros Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
pontos que a comissão especial da Câmara para analisar o impeachment só pode ser formada por indicados por líderes de partidos, sem chapas avulsas, ao contrário do que quer o presidente da Casa,
Cunha entrou com recurso antes mesmo da divulgação do acórdão. Por isso, a Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo, na última semana, manifestação contrária ao pedido do presidente da Câmara.

Para Rodrigo Janot, o procurador-geral, o recurso não pode ser analisado porque, para se sanar vícios do julgamento, "é imprescindível haver acórdão formalizado".

Além de invalidar a formação da chapa avulsa no impeachment, o Supremo também determinou que a eleição dos membros da comissão especial ocorra por votação aberta – o contrário do que ocorreu na eleição da chapa de oposição.

A Corte também decidiu reconhecer o poder do Senado de recusar a instauração do processo, mesmo após a Câmara aprovar, por ao menos 2/3 de seus membros (342 dos 513 deputados), a abertura do impeachment.

G1

 

Frente Brasil Popular decide se protesto será em frente a TV Cabo Branco



A Frente Brasil Popular em João Pessoa, composta pelos partidos PT, PCdoB, PSB, pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil (CTB) e Movimentos Sociais, estão organizando mais uma mobilização em apoio ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (07), a partir das 14h, na frente do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Paraíba – Sinttel/PB.

O destino final da caminhada será decidido pelos manifestantes após o inicio do protesto. As duas opções são marcharem até a sede do Ministério Público Federal (MPF) ou seguir a tendência dos protestos que aconteceram neste final de semana pelo país, que é protestar na porta da Globo. Aqui em João Pessoa, seria a afiliada da rede, a TV Cabo Branco.

Desta vez, os manifestantes pró-Lula, contarão com o apoio das mais de 500 mulheres do Movimento dos Sem Terra (MST),  que estão ocupando a sede da Associação dos Plantadores de Cana (Asplan) desde a na manhã de hoje.

O presidente estadual do PT e pré-candidato em João Pessoa Charliton Machado, relatou que o objetivo do protesto de hoje será o mesmo da sexta-feira (04) , de demostrar o apoio ao ex-presidente Lula, que foi alvo de um dos mandados de condução coercitiva para prestar esclarecimentos a Polícia Federal.

 “O protesto terá o mesmo objetivo da semana passada, protestar contra um modelo de coerção política que está sendo estabelecido, desrespeitando os direitos legais com bases constitucionais, mas não só com relação ao ex presidente Lula, mas com outras pessoas também  que estão endo constrangidas da maneira que está sendo realizada essa operação”, explicou.

PARAÍBA JÁ

domingo, 6 de março de 2016

Particulares têm 2 de cada 6 doutores lecionando no ensino superior do país

Rede privada atende 75% dos universitários brasileiros.
Em 10 anos, qualificação do quadro foi maior no ensino público.

Dois de cada seis postos de trabalho ocupados por professores com título de doutor no país em 2014 eram mantidos por empresas ligadas à área da educação. 


De acordo com os dados mais recentes levantados pelo Ministério da Educação (MEC), a rede privada tinha 32% dos 134.494 contratos com doutores no ensino superior.
O percentual é considerado baixo por especialistas da área de educação, sobretudo quando lembram que as empresas são responsáveis por 75% dos 7.828.013 alunos matriculados em cursos de graduação.
Entretanto o número mostra um avanço estatístico: em um período de dez anos os postos de trabalho ocupados por doutores na rede privada subiram de 21.909 para 43.531, uma alta de 98,6%. No mesmo período, o número de alunos matriculados subiu 88%.
Se considerado o total de cargos para professores universitários, a rede privada emprega mais da metade desses profissionais: 57%. Dos 383.386 postos, 220.273 eram oferecidos por empresas.
Neste contingente, o maior grupo é formado pelos 103.570 contratos de emprego para professores com título de mestre firmados com empresas. Eles representam 27% do total, seguidos dos 24% de contratos com doutores na rede pública e de 19% com especialistas na rede privada.
O diretor executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Sólon Caldas, avalia que o cenário é resultado de um conjunto de fatores que envolve baixa disponibilidade de mão de obra, legislação que não exige que faculdades privadas tenham mestres e doutores, além da influência do impacto da folha de pagamento no valor das mensalidades.
G1